PANO PRA MANGAS

Que os tempos mudaram e, com o tecido que antigamente se fazia um lenço hoje se faz um vestido de baile, não é nenhuma novidade.

Também não é novidade que, proporcionalmente ao volume de fazenda utilizada na confecção das roupas, foram diminuindo o número dos manequins.

Na ditadura da anorexia, uma mocinha que use manequim 42 será considerada obesa. No meu tempo, 40 seria raquítica.

Li, certa vez, que os costureiros inventaram essa onda dos manequins menores e, consequentemente, das mulheres magérrimas que caibam nesse tipo de roupa, para gastar menos matéria prima e para que as coleções fizessem menor volume ao serem transportadas.

Como estilistas são artistas e todo artista tem um quê de genial e louco, vai saber…

Resolvi encarar com bom humor os novos ditames impostos pelo mundo fashion atual.

Quando chego a uma loja, após verificar a vitrine, poluída de belos e minúsculos modelos daquilo que imagino não serem para mim, pergunto de antemão se vendem roupas para adultos também. Normalmente é risada geral. Tenho cúmplices!

Se as balconistas estiverem desatentas, completo, desafiadora: Na vitrine só vi roupas da sessão infantil e quero para o meu tamanho

Assim, já poupo o stress de ouvir a solene resposta de sempre:

– Não, nós não trabalhamos com tamanhos grandes.

Outro recurso que venho empregando é, ao ser atendida, ir logo perguntando onde fica a sessão “BG”, ou seja, “Baleia Gorda”. Diversão garantida! Se não houver manequins grandes, pelo menos nos despedimos todas rindo, o que nos previne rugas.

Só que todo este “jogo do contente” não dura para sempre.

Acabo chegando à triste constatação de que os tamanhos são sempre os mesmos, em todos os lugares:

U = Unicamente para magras

PP = Pouco Pesada

P = Pequeníssima

M = Menor do que você imagina

G = Geralmente não cabe em você

GG = Garota Gostosa

EXG = Extremamente gata

E agora?

Volto para casa de mãos vazias.

Na cabeça, o velho slogan:

“Emagreça e apareça!”

Carmen Macedo

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Sobre belbute

"A mente que se abre a uma nova idéia, jamais retornará ao seu estado original" (Albert Einstein)
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